... na beira da estrada, tá bichada ou tem marimbondo no pé!!!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ditaduras modernas

Oi, gente. Desculpem não ter postado o texto ontem, é que a internet deu problema e eu não consegui. Na verdade a internet ainda está com problema e eu tive que dar um "jeitinho" aqui para pelo menos postar o texto que escrevi com tanto carinho para vocês. Segue abaixo na íntegra o post que deveria ter sido publicado ontem. Não mudei uma vírgula... rsrsrs...
***

Oi, gente. Desculpe a falta de post da semana passada, é que fui fazer o tal do ENADE e isso me desgastou tanto que não tive condições de fazer mais nada no domingo. Um horror aquilo, e não serve para nada. Sim, porque a maioria das pessoas só aparece mesmo para assinar o nome na lista, senão perde o diploma, o que aliás é uma sacanagem. Eles obrigam a gente a sair de casa num domingo à tarde, ir a um lugar que a gente não sabe onde é (nunca é perto de casa) pra fazer uma prova que não avalia nada e que 90% das pessoas boicotam. Isso sem falar no fundo musical em estilo funk que estava tocando em alguma laje de algum pobre sem camisa que com certeza estava fazendo churrasco de alcatra porque a picanha está cara. Quando cheguei daquela verdadeira via crucis ainda tive o problema da internet que não estava funcionando, aí mesmo é que meu tesão de escrever foi embora. Aliás, esse problema da internet está muito freqüente. Agora, por exemplo, enquanto eu estou aqui escrevendo, também não está funcionando. Espero que até o fim do dia volte para que eu possa postar o texto. Eu hein, assim minha reputação vai para as cucuias, dois domingos seguidos sem post não dá. Mas deixa isso pra lá e vamos ao assunto de hoje.
Hoje de manhã chegou aqui em minha casa uma revista da qual sou assinante. A revista chega toda semana porém eu raramente tenho tempo para ler. Mas hoje, após receber a notícia de que uma pessoa conhecida foi parar no hospital no mais belo estilo Britney Spears, ou seja, amarrada na ambulância e fazendo escândalo, depois de tomar uma determinada quantidade de chumbinho na frente de mais duas ou três pessoas (será que ela realmente achou que ia conseguir se matar com esse público todo?) eu decidi que ia ler a droga da revista pra fazer juz ao meu dinheiro e também porque precisava me concentrar em algo sério, pois já estava me sentindo mal de tanto rir do episódio digno de um helicóptero da Globo. Depois de rir tanto, percebo que recebi um castigo divino, como uma espécie de carma, porque semana passada eu fiz uma cirurgia no dente e agora meus pontos e minha gengiva estão vermelhos e coçando. Acho que isso é uma inflamação. Aff... Estou me sentindo como naquele episódio de Grey's Anatomy no qual a Addison fica com dermatite nas partes íntimas e atribui isso ao carma por ter dormido com o melhor amigo do marido. É isso: a inflamação da minha cirurgia veio porque eu ri da desgraça alheia. Mas paciência, foi engraçado.
Quando abri a revista dei de cara com uma frase da Preta Gil assim: “Não é uma vitória só minha, mas de todas as mulheres contra a ditadura da magreza.”, falando sobre a indenização de cem mil reais que ganhou da Rede TV! por danos morais por causa de piadas feitas sobre o seu peso no programa Pânico. Cara, adorei isso. Realmente é ridícula essa “moda” que determina que um ser humano normal deve se sentir excluído. Moda essa determinada por um bando de estilistas gays que morrem de inveja do nosso corpo cheio de curvas e por isso querem transformá-los em uma coisa reta e sem graça. E o pior é que nós mulheres ainda colaboramos com essa bobagem. Nos esforçamos para seguir essa moda e ficar com aquele corpo horroroso digno de um óbito por anorexia nervosa. Nada contra as magras, vejam bem, mas contra as mulheres que vão contra a sua própria natureza a fim de seguir a moda e, para isso, fazem sacrifícios absurdos. Tudo bem que a obesidade faz até mal para a saúde, mas viver em função dessa tal ditadura da magreza, além de fazer mal à saúde do corpo faz mal à saúde da mente também. Cada uma de nós deve ser feliz com o corpo que tem, cuidando dele da melhor forma, e não matando-o com dietas absurdas. Se nós passássemos a não aceitar isso, com certeza conseguiríamos mudar esse conceito. E não é só a parte da magreza não. Também tem as edições em photoshop que deixam as modelos com uma pele de veludo que nem sequer existe de verdade e nos fazem sentir feias, porque nossa pele não é tão perfeita como aquela. E nem poderia, aquela mulher da revista foi feita no computador. Outro dia eu estava na maior crise existencial por causa da minha pele, tudo porque me olhei no espelho perto da janela em plena luz do dia e vi todos os meus defeitos. Na mesma hora fui até o shopping, comprei corretivo e pó-de-arroz e passei a me maquiar até para comprar pão na padaria. Um tempo depois eu estava navegando na internet e vi um site que mostrava as modelos e atrizes sem maquiagem e, sinceramente, a minha pele digna de uma crise existencial está muito melhor que a de muitas delas. Há mulheres realmente muito bonitas cuja beleza deve ser reconhecida, mas há outras que sem o milagre da edição gráfica não sairiam nem no banner de propaganda da Loja Nota 10 de Madureira. A que eu mais gostei foi a Cameron Diaz sem maquiagem. Sempre achei essa atriz muito bonita, mas a pele dela ao natural é um verdadeiro mar de manchas de espinhas, um monte de manchas pretas pelo rosto todo. Definitivamente aquilo me consolou. Eu não preciso de photoshop para ser normal, mas ela sim.
Deveríamos pensar nisso de verdade. Pensar no quanto a indústria da moda e da beleza tem nos castrado, no quanto sofremos por bobagens e como deixamos que isso afete a nossa condição como mulheres. Devemos nos recusar a aceitar esse lixo que nos empurram porque o que importa mesmo é uma coisa com a qual poucas pessoas se importam: o que construímos intelectualmente. Porque um dia a bunda cai, o peito cai, as rugas aparecem e os cabelos ficam brancos, não tem jeito. E o que sobra é o que a gente tem por dentro, o que somos como pessoas, como profissionais competentes, etc. A vaidade é importante, claro. Devemos sim nos cuidar, nos arrumar, ficar bonitas, mas nunca fazer disso a única razão pela qual nos sentimos satisfeitas conosco. Se cada uma de nós se recusar a aceitar as coisas como são nesse momento, o mundo da moda e da beleza vai ter de se adaptar. Afinal, se já não vivemos mais em uma Ditadura, por que ainda nos submetemos a esse tipo de ditadura que só dificulta as nossas vidas e nos humilha, como fizeram com a Preta Gil na televisão? Na verdade ainda vivemos em uma ditadura e precisamos nos dar conta disso para lutar contra. Bem, por hoje é só, pensemos nisso. Beijos para todos, e um especial para as mulheres lindas e inteligentes que se amam porque sabem que são especiais. Até semana que vem.

domingo, 2 de novembro de 2008

Os badalos de sábado à noite

Oi, gente. Aqui estou eu, nos quarenta e cinco do segundo tempo. Desculpem a demora, é que novamente o fim de semana bombou e eu fiquei sem disposição. Sexta eu saí com uns amigos e tive direito a uma generosa dose de álcool. Ontem (sábado) eu saí novamente, com o clube da Lulu, e tive direito a mais uma generosa dose de álcool. Apesar de o meu fígado estar pedindo piedade, eu sairia hoje novamente se tivesse direito a mais uma generosa dose de álcool, mas infelizmente vou ficar trancada aqui. Afe! Eu até gosto de ser solteira às vezes, mas outras vezes isso dá nos nervos. Hoje, por exemplo, eu adoraria ter um carro na porta buzinando pra me levar pra qualquer lugar que fosse, mas por falta de companhia terei de ficar em casa. Que saco! Enfim, paciência.
Ontem eu saí pra dançar com umas amigas e descobri que uma balada de sábado pode virar uma tese sobre o comportamento humano. O que tem de gente bizarra por aí não está no gibi. Neste fim de semana eu fiz praticamente uma pesquisa antropológica sobre o comportamento dessa gente maluca nas baladas. Reparem só. Sempre tem um pessoal que fica dançando em frente ao espelho e se admirando. Dá até pra ler o pensamento deles: “olha só como eu sou sexy!” Será que isso é efeito do álcool ou essas pessoas também fazem isso em frete ao espelho de casa? Eu hein... Outra maluquice: mulheres que vão para o banheiro conversar. ¬¬ Pô, banheiro de boate geralmente é pequeno, e ainda tem gente que se junta naquele cubículo sem ar condicionado pra ficar conversando? Será que esse povo não percebe que isso atrapalha o fluxo? Aí você vai ao banheiro e não tem espaço nem pra passar, sem contar que nunca dá pra saber direito quem está na fila e quem está de palhaçada apreciando o calor do banheiro. Ainda não encontrei nenhum manual de etiqueta urbana que falasse disso, mas todos eles deveria tem um capítulo sobre como se comportar em baladas.
Outro tópico importantíssimo desse manual se referiria ao mal comportamento dos bofes nas baladas. Tem uns que tentam chegar em você mas, em vez de falar logo, ficam tentando fazer com que você chegue nele. Aí o cara vai se aproximando aos poucos e tenta criar uma situação. Ridículoooo!!!!! Aí quando uma não cai na rede ele vai pra outra até passar por todas as meninas do recinto. Alguém por favor diga a esses idiotas que isso é muito podre. É o típico “mosca de padaria”. Outra coisa podre: os bofes do cú-doce. Tem uns carinhas que passam a noite inteira fazendo doce e não ficam com ninguém. Aí lá no finzinho da noite eles chegam em alguma menina. Temos três opções para esse cara. Opção um: ele não se garante e espera para se “aproveitar” da possível baixa auto-estima da menina que passou a noite inteira sozinha. Mulheres: só caiam nessa esparrela se o cara for muito filé e valer a pena. Opção dois: o cara tem uma namorada virgem e esperou a idiota ir dormir para caçar alguém que passe a noite com ele. Mulheres: nunca caiam nessa esparrela, vocês não conhecem o cara e pode ser perigoso. E principalmente não caiam na conversa mole dele. Geralmente esses são os reis do blá, blá, blá e vêm com uma conversinha mole de que você está deixando passar uma oportunidade de ouro que não bate à porta duas vezes, como se ele fosse a última bolacha do pacote. Bem, pelo menos o cara tem auto-confiança. Parabéns pra ele. E opção três: o cara é horrível e não pegou ninguém a noite inteira porque não conseguiu mesmo. Aí, mulheres, não caiam nessa esparrela de jeito nenhum. E se tiver alguém aí pensando em me dizer que beleza não é tudo, já vou me antecipar: o cara te conheceu em uma balada e não vai te ligar no dia seguinte, portanto o que conta nesse caso é a aparência sim! Eles fazem isso com a gente. E já aprendemos no post passado que depois dos sutiãs queimados temos sim o direito de pagar com a mesma moeda. E quem nos ensinou foi um homem heterossexual. Então, meninas não esperem que o bofe-balada irá te ligar porque não irá. Ponto. Aparência só é secundário em outras situações. Nesse caso a gente só vê a cara mesmo. Por hoje é só. Beijos e até semana que vem.

domingo, 26 de outubro de 2008

O caso da moeda

Bom dia, pessoas! Hoje é dia de votação mas aqui estou eu escrevendo o texto antes de sair para votar. Eu já disse que voto muito longe e blá, blá, blá, mas esse discurso vocês já estão carecas de saber. Essa semana vivi meu inferno astral fora de época. Tomara que seja verdadeira aquela teoria que diz que “é preciso mergulhar no caos para alcançar o cosmos”, e tomara que o cosmos que me aguarda seja bastante compensador. Já estou até vendo um “cosmos” moreno, alto, sarado, bem dotado, bom de cama, rico, inteligente e com um carrão importado último tipo. Completamente apaixonado por mim. Eu mereço, depois de tudo o que passei.
Aborrecimentos à parte, vamos ao tema de hoje. Vocês lembram do Senhor Tranqueira, um que me chamou para sair e quando eu entrei no carro ele disse que não tinha dinheiro? Pois é, a criatura me ligou na semana passada. Nessa altura dos acontecimentos eu já tinha até deletado o telefone dele da minha agenda e o msn dele da minha lista. Assim, quando o telefone tocou e eu vi aquele número desconhecido, atendi sem saber quem era. Afe! Eu sei que foi Deus que inventou o identificador de chamadas para nos livrar desse tipo de situação, mas ele ainda não inventou uma agenda com memória infinita e, além disso, o diabo inventou o número restrito. Só para atrapalhar. Aí eu atendi e ele disse que queria marcar pra sair e tal. Quase perguntei se ele tinha dinheiro dessa vez, mas mordi a língua até sangrar e consegui calar a boca. Desliguei o telefone com um “ok, a gente vê” e voltei a conversar com um amigo meu pelo msn. Contei a história e ele começou a me dar dicas de como se livrar de um chato. Nada como pedir ajuda a um homem nessas horas, pois eles são os reis do bafo. Dão o bafo na gente como ninguém. Ele foi falando e eu fui me identificando naquelas situações. Ele disse: “Quando ele ligar, você atende e diz que não pode falar. Uma hora ele vai cansar de ligar”. E eu me vi ali. Já fizeram isso comigo. (O_O) Ele disse pra eu enrolar e, se ele me chamasse para sair, era pra eu dizer que já tinha algo para fazer e deixar para outro dia que, é óbvio, nunca chegaria. Também já passei por isso. (O_O) Aí eu disse: “Cruzes! Isso é o que vocês homens fazes com a gente!” E ele: “Ué! Vocês não lutaram tanto por igualdade? Então pague na mesma moeda!” (O_O) Tô bege!
Depois de recolher meu queixo que despencou, pensei que ele tem razão. Eu hein! Depois de tanto sutiã queimado, de tanta revolução, depois de conseguir a tal da liberdade a um preço caríssimo, eu ainda tenho de aturar esses babacas sem noção? Nem morta! Agora dou uma de Scarlett O'hara e digo: “Nunca mais passarei perrengue novamente!”. Sim, porque trabalhar com cólicas e TPM, ajudar nas contas e ainda ter de ser uma boa dona de casa não é mole. Isso sem contar que além de dar conta de tudo a gente ainda tem que chegar à sexta-feira linda e com as unhas feitas, além de ter de trabalhar durante a gravidez com todo o cansaço e falta de ar. Com todo esse esforço, deveríamos ser tratadas como verdadeiras rainhas, isso sim! Muito sábio esse meu amigo. Preciso ouvir mais conselhos dele.
Cansei de bancar a maratonista para agradar ao sexo oposto. Eles que se danem, não me esforço mais um milímetro. Mesmo porque já deu pra sacar que, quando o cara tá a fim, quando o Senhor Coração Blindado se apaixona, ele fica e pronto. Se o cara tá dando uma de idiota-sem-noção é porque não está a fim e ponto final. Esse meu amigo conselheiro, por exemplo. Me deu essas dicas todas e é óbvio que ele já fez muito isso, mas quando se apaixonou pela namorada dele a coisa mudou. Esses dias eu tava fuxicando no Orkut e vi um conhecido meu que era o maior mosca de padaria. Não namorava ninguém, só ficava sem compromisso, fez várias garotas legais sofrerem, não criava raízes de jeito nenhum, morou em vários estados diferentes e até mesmo o filho ele só vê uma vez por ano, pois o garoto mora no Nordeste. Aí do nada o cara conheceu uma mulher que mexeu com ele. Se apaixonou de um jeito que dá até enjôo, de tanto açúcar. Em poucos meses de namoro já estão falando em casamento e tudo. Pronto: o amor faz milagres. É claro que não vou me trancar em casa e nem deixar de conhecer pessoas, mas está decidido: não passo perrengue e não me esforço mais. Uma hora o “cosmos” acontece. E aí, preparem-se para pegar meu buquê quando eu jogar. Podem se estapear à vontade, que uma hora todos vocês, meninos e meninas, vão mergulhar no cosmos. É só uma questão de tempo. Bem, por hoje é só. Beijos e até semana que vem.

domingo, 19 de outubro de 2008

O pum

Oi, gente! Olha, não é por nada não, mas quase que o post de hoje não sai. Mas aí vi dentro da minha cabeça a minha amiga C. falando: “Cadê o post? Primeiro a obrigação, blá, blá, blá...”. E tomei vergonha na cara... hehehe... O fim de semana foi badalado, fui à Festa Ploc na sexta, lá no Circo Voador, cantei todas as músicas das Paquitas, tirei uma porção de fotos e ainda filmei o povo fazendo os passinhos dos anos 80. Muito bom! E ontem fui jantar no Outback. Cara, tudo bem que a comida é boa, mas tem fila pra entrar na fila e você passa mais tempo esperando do que lá dentro comendo. E não sei por que, mas não gostei do Outback da Barra. Acho que é porque não gosto da Barra. Acho o de Botafogo muito mais animado, logo a gente passa mais tempo lá dentro e a fila acaba valendo a pena. Então, dica do blog: se forem ao Outback, vão ao de Botafogo, naquele shopping que tem perto do Canecão.
Bem, vamos ao assunto de hoje, que são os gases, vulgarmente conhecidos como “pum”. Semana passada eu estava assistindo ao CQC, um programa de televisão que passa na Band toda segunda à noite. Para quem nunca viu, trata-se de um programa de humor que zoa a cara de todo mundo, mas de um jeito que realmente fica engraçado e não patético, como o Casseta & Planeta e o Pânico na TV. Estes pensam que são engraçados, mas o CQC é engraçado de verdade, e tem um quadro chamado "Top Five", que mostra as cinco coisas mais engraçadas e sem noção que passaram na TV durante a semana. Quem sempre aparece nesse quadro é a Maísa do SBT, e quem já viu sua atuação sabe bem o motivo. Para quem não lembra, Maísa é aquela garotinha de seis anos que apresenta um programa pra crianças aos sábados de manhã e no domingo participa de um programa com o Sílvio Santos. Eu não assisto, é claro (antes que vocês pensem mal de mim... rsrs...), mas já vi suas pérolas no Top Five e no Youtube. Aí na última segunda-feira a pequena Maísa apareceu no Top Five por causa de uma conversa sua com o Sílvio Santos nesse tal programa de domingo. Eis abaixo a reprodução do diálogo, com as devidas marcas de oralidade, é claro.

(...)
Maísa: Eu tô com dor de barriga...
Sílvio: Outra vez? O que você anda comendo, que está com dor de barriga?
Maísa: Não, é que desde lá de dentro eu tô com dor de barriga.
Sílvio: Como é que é? Quer ir no banheiro, ou não?
Maísa: É gases...
Sílvio: O que é que é? Não entendi...
Maísa: Era gases mesmo...
Sílvio: Mas Maísa...
Maísa: Já soltei uns aí...
Risos da platéia.
Maísa: O que que tem? Todo mundo solta pum aqui! Não tem ninguém que é seco, segurado!
Sílvio: Mas ô Maísa...
Maísa: Tá passando um fedorzinho aqui...
Sílvio: Maísa, presta atenção (...), você já imaginou a Hebe Camargo falar isso no programa?
Risos da platéia
Maísa: (...) quê que ta rindo de mim?...
Sílvio: Você já imaginou a Hebe Camargo falando isso que você falou no programa? Você conhece a Galisteu?
Maísa: Claro que sim!
Sílvio: Já imaginou a Galisteu falando isso no programa?
Maísa: O quê?
Sílvio: Isso que você falou. Você não falou “tô com gases”?
Maísa: Gases, é mesmo, tô com gases! Todo mundo fica com gases...
Sílvio: Mas não pode falar...
Maísa: Por que eu vou esconder minha vida?
(...)

Agora vejam vocês. Eu já disse aqui que não tenho afinidade com crianças, mas essa realmente entende das coisas. Adorei a parte em que diz que “ninguém é seco, segurado”. Me fez até refletir. Acho que o pum deveria ser algo aceito pela etiqueta, porque não tem nada mais desagradável do que não poder soltar um pum quando se tem vontade. Um pum reprimido até se vinga da gente, se prende cada vez mais lá para dentro e, quando você tenta soltá-lo mais tarde, ele se recusa a sair, causando terríveis dores no tórax e abdômen. É péssimo! Uma vez fui parar no hospital por causa de uma crise de gases. Horrível! E todo mundo solta pum, poxa, então qual é o problema? Outro dia estava lendo um livro e a personagem dizia que a certa altura da vida o avô dela passou a soltar gases em público. Só que o cara andava nas altas rodas da sociedade e mesmo na frente dos figurões ele soltava pum. Quando a avó dela reclamava, ele dizia: “Que é que tem? O comendador também solta pum!” Certíssimo! E parece que o pum advinha exatamente quando podemos ou não podemos soltá-lo. Reparem só. O pum só aparece nos momentos mais impróprios. Quando a gente está sozinho em casa, com toda a liberdade, nem lembra que ele existe; mas experimente sentar numa rodinha de amigos. Logo o pum quer sair e você não pode fazer nada. Daí você resolve levantar e ir ao banheiro dar uma aliviada. Pronto! Lá vai o pum se esconder, resolve não sair mais. Parece até um protesto, quer ser solto na frente de todo mundo. Basta você voltar para a rodinha que ele volta a querer sair! E vai nesse inferno a noite toda. E no fim das contas ele ainda se vinga de você pela repressão e só sai com muito laxante, chazinho e Luftal. Eu sou a favor da liberdade do pum, soltemos pum em público e pronto! Acho que deveria ser assim: zona para peidantes e não peidantes. Quando a gente vai a um restaurante não tem o lado dos fumantes e não-fumantes? Então, deveria ter uma zona para aqueles que querem soltar seus gases e outra para os que não querem. É claro que, assim como a ala dos fumantes, a dos peidantes seria em local arejado, perto da janela, ou até mesmo ao ar livre. Pensemos nisso. Por hoje é só, mas segue abaixo o link do Youtube onde o vídeo da Maísa pode ser visto. Beijos para todos e até semana que vem.

domingo, 12 de outubro de 2008

As novas convenções da modernidade

Olá, leitores. Vou começar o post de hoje pedindo desculpas pela falta da semana passada. Sei que os manuais de redação contemporâneos condenam os pedidos de desculpas nos textos, mas que se dane, isso aqui não é uma monografia. Semana passada eu tive de ir votar, e como a minha zona eleitoral é muuuito longe, não deu tempo de produzir nada. Eu sei que deveria ter feito o texto antes, mas eu não sou uma pessoa disciplinada, então esse tipo de providência não combina comigo. Sou do tipo que senta, escreve e posta, tudo em um espaço temporal máximo de duas ou três horas, pois divido minha atenção com o texto, o msn, o Orkut e o e-mail. Se eu não postar nada no dia do segundo turno das eleições, vocês já sabem o porquê. Além de ser longe, o trânsito vai engarrafado da porta da minha casa até lá. Parece que todo mundo resolve dirigir no dia das eleições, reparem só. A quantidade de gente fazendo merda no trânsito aumenta consideravelmente, e também aumenta a quantidade de pessoas almoçando nos restaurantes. Até parece que se trata de um grande evento (e até seria se tivéssemos políticos pelo menos descentes para votar). O dia das eleições é um excelente laboratório para um estudo do comportamento dos suburbanos que pensam como suburbanos. Mas deixa isso pra lá, pois o assunto de hoje não é esse.
Hoje abri meu e-mail e encontrei uma mensagem muito interessante (leia-se bizarra). Era um e-mail da Editora Globo me convidando para um seminário de nível nacional sobre qualidade de vida. Só que o tema “qualidade de vida” pode significar muitas coisas e, nesse caso, significa “relações amorosas”. Parece que esse tema me persegue, mas o fato é que, depois das minhas últimas aventuras, eu já estou farta dele. Que se danem os romances, não estou a fim e pronto. Já deu, esgotou. O seminário é de um dia, com inscrições gratuitas, mas pelo o que eu entendi, é em São Paulo e as despesas de viagem e hospedagem correm por conta do participante. Agora me diz: quem é maluco de viajar pra São Paulo, pagar passagem de avião, pra passar um dia ouvido debates sobre relações amorosas? Tudo bem que tem uma porrada de lanchinho, café e almoço de graça, mas não compensa. Por aí a gente já percebe que o público será basicamente de jornalistas feministas de São Paulo mesmo que escrevem sobre o assunto em algumas revistas e mais uma meia dúzia de desocupadas que querem almoçar de graça, se sentindo “as chiques”. Agora que já falamos do quesito “condições do evento”, vamos ao quesito “conteúdo”.
O dia será composto por três temas. O primeiro deles é o seguinte: Os meus, os teus e os nossos – a família contemporânea, conflitos e dilemas; o segundo é assim: geração millenium – novas composições amorosas, amores instantâneos, internet e o amor e o terceiro: Auto-estima – a medida de gostar de si, extremos e exageros. Bem, o primeiro trata das famílias compostas por filhos de vários casamentos e outras combinações moderninhas, é até interessantezinho, mas não o suficiente pra me fazer pegar a ponte aérea. O segundo fala das relações amorosas moderninhas, que também não são novidades para ninguém, nem pro meu pai que tem cinqüenta e um anos e já namorou bastante pela internet. Até os gays estão assumindo numa boa suas “novas composições amorosas” e são felizes assim. Ontem mesmo eu estava conversando com um amigo gay e ele falou uma coisa certíssima: daqui um tempo os gays vão tomar conta do mundo de tal forma que vai haver preconceito contra os heterossexuais. E vai mesmo. Outro dia eu estava assistindo ao programa da Oprah Winfrey e vi duas histórias que me deixaram de queixo caído. Dois caras casados, pais de famílias, com filhos e tudo que depois de anos de casamento resolveram mudar de sexo. E detalhe: continuaram suas vidas normalmente com suas mulheres e filhos, que aceitaram tudo e assumiram a nova condição do pai de família. E eu que pensava que tinha a mente aberta... Abafa! E quanto aos amores instantâneos, é só assistir ao TV Fama ou ler a revista Caras que não se fala de outra coisa. As celebridades estão aí para comprovar, e não venha me dizer que são elas que estimulam e incentivam esse tipo de prática porque isso não é verdade. Elas são tão de carne e osso quanto nós e vivem na mesma sociedade que a gente, a diferença é que fazem parte de uma fatia que aparece na mídia. Quem sou eu? Uma anônima, então se eu tenho meus amores instantâneos ninguém fica sabendo, mas se a Débora Seco tem os dela todas as revistas de fofoca publicam e aí parece que ela é a única e tal. Palhaçada! Sou da opinião de que a arte imita a vida e não o contrário. Além do mais, os casinhos instantâneos sempre existiram, mas antigamente ninguém divulgava porque havia um compromisso babaca com o politicamente correto. Hoje todo mundo faz o que quer e pronto, é que nem os gays que casavam e tinham filhos só pra manter as aparências. Hoje todo mundo se assume e é feliz. A gente sabe que um casinho instantâneo não supre a necessidade que o ser humano tem do companheirismo e do amor verdadeiro, mas também não se acha o amor verdadeiro dando sopa na primeira esquina. E acredito que o amor “fast food” é uma tentativa de encontrar o amor duradouro que sempre se frustra. O importante é não desistir, continuar acreditando que é possível e tal, se não a gente esfria por dentro, congela.
Quanto ao terceiro tema, o da auto-estima, será que existe um limite para gostar de si mesmo? Eu acho que não. Quanto mais gostarmos de nós mesmos, melhor. O que não pode é confundir as coisas. Tem gente que pensa que gosta tanto de si mesmo que não precisa de mais ninguém, nem de amigos. Aí já não é amor próprio, é justamente o contrário. Essa pessoa não se ama, pensa que se ama. A pessoa que se ama tem amigos e quer estar perto deles. A pessoa que se ama sabe canalizar suas energias (até mesmo as energias negativas, como a raiva e a inveja) de forma positiva, transforma as situações ruins em favoráveis, porque sabe viver um dia de cada vez, sabe conquistar o que é importante para si sem ficar reclamando nem se colocar no lugar da vítima. Auto-estima não tem nada a ver com “se mandar flores”, “se amar e ser correspondido” e outras bobagens que ouço por aí. As pessoas tratam a gente como a gente se trata. Se você se ama, com certeza será amado pelos outros. Se você acredita em si mesmo, com certeza os outros acreditarão em você. E por aí vai. Quanto às convenções, que se danem. O importante é ser feliz, não importa se você é gay ou heterossexual, se tem uma família de comercial de margarina ou é mãe solteira. A felicidade está dentro da gente e discutir temas que procuram definir o que é certo ou errado é a maior besteira. Por hoje é só. Beijos e uma boa semana para todos.

P.S.: Repararam que agora temos uma rádio no blog? Funciona assim: eu escolho um artista e a rádio toca as músicas desse artista e de outros parecidos. Coloquei Marisa Monte, mas aceito sugestões.