... na beira da estrada, tá bichada ou tem marimbondo no pé!!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Dia dos Pais

Dia dos pais é dia de comemorar com a família, comprar presente pro paizão, sair pra almoçar fora... enfrentar engarrafamento, fila de restaurante, se contentar com o serviço ruim, aturar a pobretada que chega de manhã e vai até o fim da tarde no rodízio, que é pra encher beeeem o bucho, sem contar aquele monte de criancinhas chatérrimas que gritam e choram o tempo todo. Sinceramente, crianças não deveriam sair de casa nunca. Deveria existir uma lei que proibisse os pestinhas. Seria assim: de manhã passaria um ônibus que os levaria em segurança para a escola, garantindo que não tivessem nenhum tipo de contato social. Depois esse ônibus os levaria em segurança para casa, e só freqüentariam a sociedade depois que virassem gente, ou seja, depois dos dezoito anos. Assim somente os pais, que são os culpados de sua existência, aturariam o choro e todo o resto.
Além de tudo isso, ainda tem o risco do presente. Ano passado eu comprei um presente pro meu pai, uma coisa que sabia que ele estava precisando. Aí cheguei à casa toda feliz, escondi o presente e tal. Quando ele chegou de noite, não é que tinha comprado a mesma coisa?! “Ah, me dei de presente...” PQP!!! Fui eu me virar em outra coisa... que saco! Este ano tratei de me prevenir: logo que decidi o presente que ia dar falei pra ele não comprar nada. Deu certo, agora ele tem de ficar sem comprar nada até o aniversário dele mês que vem, que é pra não estragar minha idéia.
Bom mesmo é ficar em casa nessas datas comemorativas. Fazer um churrasquinho no sossego do lar... umas sobremesas gostosas... Mas como nada é perfeito... tem de aturar as visitas. Um bando de cachorros-magros, que comem e vão embora. Assim é mole. A gente faz compras no mercado, limpa a casa, acorda cedo, vai pra cozinha, e eles vêm só pra comer, o único trabalho que tiveram foi o de tomar banho e se arrumar. O problema é que meu pai gosta de receber as pessoas, já eu não. Detesto receber visitas e quem me conhece sabe disso. É por isso que ninguém me visita... hehehe... Visitas pra mim é sinônimo de trabalheira por nada. Minha semana já é suficientemente corrida e não tô a fim de gastar meu fim de semana tendo trabalho pra agradar os outros, afinal não são nem meus amigos. Bom mesmo é passar sábado e domingo de pernas pro ar, fazendo nada. No máximo saio pra me divertir. Ainda bem que Dia dos Pais é só uma vez por ano! Assim como Natal e Ano-novo que, por mim, deixariam de existir amanhã. É sempre o mesmo esquema: a gente trabalha e eles comem. To fora disso. Agora que já acordei cedo, fiz musse de abacaxi com nozes e pavê de maracujá com cookies de chocolate, vou ficar aqui na minha só esperando a comida, pois minha parte já está feita. E as visitas que não são minhas é que fiquem pra lá, enquanto estou no sossego do meu “quarto-castelo” onde ninguém entra. Se entrar, morre. Bem é isso. Beijo, e só me ligue se for realmente necessário.

3 comentários:

Priscila disse...

concordo plenamente, tirou palavras da minha boca
muito bom!!

Amanda disse...

Crianças devriam ficar numa bolha com isolamento acústico!!

Abaixo-assinado!!

Lara Gouveia disse...

Adorei a bolha com isolamento acústico... kkk!!! Minha assinatura seria a primeira da lista... rsrs...