... na beira da estrada, tá bichada ou tem marimbondo no pé!!!

sábado, 25 de julho de 2009

O guia da confusão

Essa semana deu no jornal uma matéria sobre um guia turístico chamado Rio for Partiers que tava dando o maior quiprocó por causa de uma classificação das mulheres cariocas. Pelo o que eu entendi, o guia já existe faz tempo, mas tinha, sem autorização, a impressão do selo Brasil Sensational na capa, selo esse que serve para a divulgação do turismo brasileiro. Aí a EMBRATUR entrou na justiça pra tirar o tal do selo da capa e o guia de circulação, sob a alegação de que denegria a imagem da mulher brasileira e estimulava o turismo sexual.

Ok, vamos lá. O tão falado guia foi escrito por um brasileiro chamado Cristiano Nogueira, mesmo nome de um pastor famoso que tá bombando no Google. Além desse guia, ele escreveu um sobre Salvador, um livro de português para falantes de língua inglesa e um outro guia sobre o Rio de Janeiro em Espanhol, que eu não sei se é simplesmente uma tradução ou se é outro livro mesmo. Sei que a capa é diferente.

Peguei uma “amostra grátis” em PDF no site do guia para ver o conteúdo. A parte que classifica as mulheres não veio junto, mas está em todos os sites de notícias da web. A capa me agradou em parte, pois apesar de trazer fotos de bundas, não achei tão photoshopado. Tinha até uma bunda caída com celulite e tudo e uma outra com a cintura mais gordinha. Além disso, traz dicas sobre tudo no Rio de Janeiro, lugares para se hospedar, passeios interessantes, programas culturais, opções para os dias de chuva, música, baladas, comida e até dicas de outras cidades como Búzios, Ilha Grande e Petrópolis. Logo no começo tem uma espécie de mapa que explica o funcionamento básico da cidade: diz que o Rio se divide em quatro zonas principais (zona norte, sul, oeste e centro) e que o turismo se resume basicamente à zona sul e ao centro, que a zona norte é um subúrbio pobre onde quase nenhum turista aparece, e que o resto é zona oeste. As únicas exceções da zona norte são o Maracanã, a Floresta da Tijuca e a quadra do Salgueiro. Diz também que a Barra é onde começa a zona oeste e é o lado melhorzinho do subúrbio com praia, shoppings e vida noturna, e caso o turista fique curioso em saber como são as coisas no subúrbio que vá à praia do Pepê, à boate Nuth, à Joatinga e ao Barra Shopping, só pra ver qual é. Bem, já deu pra ver que o guia fala de várias coisas e não só de mulheres, né? Ok.

Depois disso vai falando da cidade até chegar à polêmica classificação feminina em quatro tipos. Como as traduções dos sites estavam muito ruins, mal pontuadas e completamente sem concordância, resolvi fazer uma edição no texto, porém sem alterar o conteúdo, pois meu blog não é a casa da mãe Joana e eu não publico textos mal feitos. Vejamos:

Britney Spears: são lindas e filhinhas de papai. Normalmente são metidas. Esqueça-as;

Hippie/ raver: são mais divertidas, fáceis de chegar, boas de papo, difíceis de beijar. É fácil beber e se divertir com elas;

As com mais de 30 anos: gostam de se divertir, dançar, beber e beijar. Trate-as como damas e elas o tratarão como um rei, talvez não esta noite, mas amanhã com certeza;

Popozudas: são máquinas de sexo. Elas malham, vestem calças apertadas que entram no bumbum, pintam o cabelo de louro e fazem de tudo para ficarem lindas. Bom investimento, já que o motel é sempre uma possibilidade com estas gatas... caso você também seja sarado.

Fora isso diz também que o cara não deve abordar a mulher na praia no fim de semana e nem se convidar para a casa dela, mas sim chegar de vagar e fazer um passeio por perto dos melhores motéis. Só não diz que, numa dessas, o turista desavisado pode encontrar uma pistoleira pelo meio do caminho e levar um boa noite Cinderela da moça, ser assaltado e acordar sem passaporte. Bem feito, pra deixar de ser otário. Ninguém mandou sair de casa pra zoar no país dos outros.

Antes de discutirmos a tããão polêmica classificação, vamos ver primeiro outros aspectos. O guia é meio viagem, mas tem dicas muito interessantes, até mesmo para nós cariocas. Apesar de eu sempre criticar essa gente que pensa que Rio de Janeiro se resume à praia de Copacabana, eu achei engraçadíssima a forma direta com que o autor fala, assim na lata, que a parte do turismo é essa mesmo e pronto, acabou. Também achei engraçadíssima a dica sobre a Barra da Tijuca. Realmente, se o cara for a esses lugares indicados, vai ter a ideia exata do que é o subúrbio carioca, afinal a Barra é igualzinha a todas as outras partes do subúrbio, incluindo os bairros por onde passa a linha dois do metrô.

Agora falando sobre a classificação feminina. Tem também uma parte dedicada os meninos, que vem logo depois da parte que fala do Dia Gay (que deve ser a Parada Gay de Copa), então eu imagino que seja dedicada aos gays, já que mulher não viaja e muito menos beija na boca. Até agora ninguém tocou nessa parte nem disse se tem ou não classificações pra eles também. Nem preciso dizer que eu estou roxa de curiosidade. Mas quanto à parte feminina da coisa, vamos analisar. A primeira delas é a do tipo Britney Spears. São as patricinhas que moram na zona sul e na Barra. O autor do guia fala pro turista deixá-las pra lá. Uma injustiça, e um erro de classificação. As patricinhas adoram um turista sarado. Elas não gostam é de cariocas pobres e sem noção que não têm dinheiro nem pra rachar a conta, mas aí nem eu gosto. A segunda é a hippie/ raver, as alternativas, muito divertidas e boas de papo. Se o turismo se resume à zona sul e Barra, tem até chance da moça falar um inglês fluente e pode ser que role boa comunicação. A terceira é a mulher com mais de 30, nesse caso aquelas desesperadas que não podem ver um homem que já caem matando. A Britney que se cuide, pois se tem uma coisa péssima para uma mulher de 20, é a mulher de 30. Problemão. E a quarta é a popozuda, aquela que o turista só vai ter duas chances de encontrar: uma se ele for fazer turismo em alguma favela da zona sul, e a outra se ele se aventurar pela zona norte e resolver dar uma chance à quadra do Salgueiro em dia de Furacão 2000. Fora isso, só levando o cara pra dar um passeio nos pontos obscuros do subúrbio, aqueles que o guia não recomenda. Mas a popozuda constitui outro erro de classificação: elas não gostam só de caras sarados, elas gostam de qualquer um que tenha – desculpem a linguagem chula – pica, e se essa pica tiver dinheiro, melhor ainda. Quem gosta só de sarados é a Britney.

Até aí, não vi nada de mais. Tem milhares de textos na internet falando sobre isso, criticando o guia, e que a imagem do Brasil é péssima por causa do Rio de Janeiro e blá, blá, blá. Até eu, antes de saber direito do que se tratava, fiquei pê da vida, mas quando li as classificações o que senti foi vergonha, porque o que acontece ali é simplesmente uma constatação de fatos. Infelizmente é assim que muitas mulheres se comportam e a classificação se encaixa perfeitamente em tais comportamentos. As mulheres deveriam é se valorizar mais, e não reclamar do modo como são vistas. Se são vistas dessa forma é porque fazem jus a isso. Eu sou mulher e sinto vergonha por muitas mulheres por aí. Bem feito que deu esse furdunço todo, e tomara que essas otárias se manquem e parem de esfregar na cara de tudo quanto é homem que aparece. Tudo bem que nem todas as mulheres se comportam dessas formas, mas é fato que esse tipo de comportamento existe. E o que mais indignou o povo foi a classificação das “popozudas”, por serem chamadas de “máquina de sexo”. As classificações “Britney” e “mulher com mais de 30”, igualmente ofensivas, nem estão incomodando tanto. É como se fosse bom ser tachada de "patricinha inútil" e "trintona desesperada", mas “máquina de sexo” não pode. E se fosse uma classificação masculina, “máquina de sexo” seria digno? Seria mais que digno, seria até um elogio aos garanhões de plantão. Francamente, espero que isso sirva de reflexão. Retirar o guia de circulação não vai mudar nada, a realidade de putas desse país continuará sendo a mesma. O que tem de mudar é o comportamento dessa gente, isso sim. E nem digo isso pra me fazer de santa, porque não sou mesmo e todo mundo sabe disso. O que eu estou tentando dizer é que os homens tratam a gente mal porque nós deixamos. E deixamos porque não nos valorizamos. Então bem feito pra gente!

Quanto ao resto, estou esperando um guia que inclua como opção de passeio um tour pela favela de Rio das Pedras em dia de feira, com direito a dançar funk no Castelo; uma passadinha no Hip Hop do viaduto de Madureira e na Feijoada da Portela. Depois um breve banho de sol no posto 11 do Recreio dos Bandeirantes, com direito a virar a esquina e dar de cara com aquela favela horrorosa que é vizinha dos prédios chiques que ficam em frente à praia. Outra excelente opção de praia é a Barra de Guaratiba, com o esgoto saindo das casas e passando pela areia, onde o nosso querido turista estaria tomando seu banho de sol para pegar bem a marquinha dos óculos na cara, até chegar ao mar, onde mais tarde ele daria seu mergulho. No dia seguinte pode-se fazer escala na Via Show e na Rio Sampa. Pra shopping podemos pensar em Norte Shopping em dia de sábado ou pegar um cineminha no Madureira Shopping Rio, só pra ver qual é. Aí sim, depois disso tudo me digam se tem ou não tem turismo no subúrbio. Essa gente é engraçada: vai fazer turismo nas favelas da zona sul, com direito a bala perdida e toque de recolher, mas não podem dar uma passadinha no subúrbio porque aí perde o status de turismo. Francamente...

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Um homem ou um gato?




Olá, pessoas. Desculpem a demora, mas eu estava sem inspiração. Agora que minha inspiração voltou, quero falar sobre um assunto que foi objeto de reflexão hoje à tarde, no meu momento de ócio contemplativo, tão necessário à criação de coisas úteis como, por exemplo, os textos que eu posto neste blog de vez em quando. Aposto que se o G1 ficasse dois dias sem atualizar vocês também reclamariam horrores com a equipe.

Bem, eu estava aqui hoje lembrando de um fato ocorrido há um tempinho, mas que me marcou. Acho que a lembrança veio por causa de duas coisas horríveis que me aconteceram hoje: a primeira foi um passarinho que entrou no meu quarto pela janela, e a segunda foi um bicho, que eu acho que era um besouro verde, que também entrou pela janela um pouco depois do passarinho. Eu moro em um lugar bastante urbanizado, mas acho que os bichos estão ficando sem espaço na natureza e por isso estão se mudando para a cidade grande. No primeiro evento eu tive sorte: o passarinho entrou e saiu sozinho. Ufa! Já no segundo evento, o besouro maldito entrou e se escondeu dentro de uma bolsa de palha que estava no chão do quarto e eu tive de jogá-lo fora por conta própria. Estou traumatizada. E nem preciso dizer que tenho pânico absoluto de qualquer coisa que voe perto de mim. Desde sempre, não sei por quê.

Depois desses dois eventos e do sufoco que passei pra conseguir jogar fora o besouro xexelento, me lembrei de um dia em que eu estava na faculdade e do nada apareceu uma caixa cheia de baratas dentro, no meio do corredor. Ok, eram umas duas baratas, mas mesmo assim eu fiquei impedida de passar para chegar ao banheiro. Nisso tinha um otário no corredor e quando eu, minha amiga e mais uma menina lá começamos a dar chilique (super normal), ele ficou: “coitada da barata... blá, blá, blá... tá com medo disso?” Que ódio! Um loser! Aí eu não perdi a oportunidade e comecei a gritar bem alto que em letras só tem veado e que numa hora dessas não aparecia sequer uma sapatão pra matar a porra da barata. Essa foi pra ele, lógico. Babaca!

Odeio homem que não mata barata e outros insetos. Um bando de maricas que ainda dizem que estão com pena da praga pra inventar desculpa esfarrapada. Matar barata é coisa de homem, eu sou fresca e tenho pânico, mas os bofes de hoje em dia são um bando de donzelas que têm medinho de matar barata. E depois tem gente que não entende por que algumas pessoas nunca se casam. Eu explico: se for pra casar, quero um Homem que mate a barata. Senão eu fico solteira e crio um gato pra matar barata, rato e outras pragas eventuais. E com a vantagem de que o gato é carinhoso, companheiro e amigo, enquanto alguns homens... bem, deixa pra lá.

Termino este texto com um recadinho para os machu-chus de plantão. É mais um alerta: sejam homens e aprendam a fazer coisas de homens, porque já que vocês cobram da gente certas atitudes, precisam fazer por onde. Além do mais, as mulheres hoje matam um leão por dia para sobreviver e já estão acostumadas a serem independentes, mas quando o assunto é relacionamento elas querem ficar do outro lado, querem se sentir protegidas, para fugir um pouco da rotina. A ideia é essa. Então nem adianta vir com esse papinho de que mulher tem que matar barata. Até tem, mas já que é pra isso, então não precisa de homem. Se quiserem fazer parte das nossas vidas, tratem de virar machos, e deixem de ter medinho de barata, porra! Pronto, falei.

sábado, 4 de julho de 2009

A morte de Michael

Michael Jackson morreu. Semana passada, na quinta-feira. Hoje é sábado da semana seguinte e ainda não se fala de outra coisa. Será que até o Natal ele será enterrado?
Tem mais de uma semana que só se fala disso em todos os meios de comunicação existentes. O cara já vendeu milhões de álbuns depois de morto, tanto que deu até pra pagar as dívidas dele. Vendeu mais que Elvis Presley com sua morte também repentina. Já fizeram missa de sétimo dia pra ele no Rio de Janeiro, já fizeram estátua homenageando-o em uma galeria em São Paulo e o velório vai ter até ingresso sorteado para os fãs. O site da internet onde é feito o cadastro para o sorteio já recebeu zilhões de visitas. O caixão dele será coberto de ouro e forrado com veludo, mais confortável do que a minha cama. Mas ele é o Michael Jackson, né, merece descansar em paz em um super caixão de veludo e ouro; além do passeio numa carruagem linda, toda branca, igual à da Cinderela. Pelo menos não vai virar múmia, como estavam falando. Até o testamento dele e um documento de avaliação de seus bens estão disponíveis em PDF.
A questão é: pra quê essa palhaçada toda? Por que tanto fuzuê em cima da morte de uma pessoa? Todo mundo morre, a morte é pressuposta pela vida, e não deveria ser esse tabu todo. Além do mais, a morte do MJ está abafando várias coisas que deveriam ser divulgadas pela mídia, como por exemplo, a queda desse avião no Oceano Índico que teve uma menina sobrevivente, mas em vez de ser super falada como toda queda de avião, só saiu o cheiro da notícia, porque MJ morreu e o mundo todo está muito ocupado acompanhando a morte dele pra pensar em outras 152 pessoas que morreram nesse avião que caiu.
Tudo bem que eu também acho um saco esse super consumo em cima dos acidentes de avião, mas trocá-lo pelo super consumo em cima da morte do MJ é ridículo. Nem Lady Di teve isso tudo. Nem o Rei do Rock teve isso tudo. Nem Frank Sinatra. É o primeiro enterro da história com ingresso e tudo, e se isso virar moda, preparem-se para a morte da Madonna – sim, ela também vai morrer um dia, desculpem. Tomara que o enterro dele saia logo, pelo amor que Afrodite tinha pra dar pra todos os deuses do Olimpo!

Caixão de MJ


Carruagem da Cinderela


domingo, 21 de junho de 2009

Ver do que eu me livrei... não tem preço.

Olá, pessoas! Esses dias tive uma lição de vida e tanto. Eu sempre fui dramática, sempre tive auto-piedade e sempre reclamei da minha falta de sorte no amor. Toda vez que dava alguma coisa errada eu fazia o maior drama e reclamava horrores. Até passar e o próximo drama acontecer. Era um ciclo. Como eu sou pisciana, vamos duplicar o drama e a volubilidade. O tempo passou, eu continuei azarada, até que resolvi deixar isso pra lá. “Não dá pra amar e ser feliz ao mesmo tempo”, já dizia Nelson Rodrigues. Fazer o quê... Mas aí aconteceu uma coisa esses dias que me fez repensar tudo isso.


Quando eu era mais nova e ainda tinha fé, eu frequentava a igreja. Quem vai à igreja sabe que arrumar namorado lá é impossível, porque sempre que chega um homem solteiro a mulherada cai em cima que nem formiga em cima do açúcar e, somando isso à natural cafajestagem masculina, as chances de alguém ser feliz no amor são praticamente nulas. Além disso, tem o problema do jugo desigual. Crente só pode namorar crente. Senão é pecado e contra a vontade de Deus. Blá, blá, blá... Desse jeito, a única coisa que eu consegui na igreja foi me frustrar cada vez mais, porque o mercado era muito mais competitivo do que na vida real e porque eu não tinha o menor jogo de cintura. Assim eu desperdicei os melhores anos da minha vida e aprendi que religião é a maior palhaçada.


Naquela época, tinha um bofinho lá na igreja que ficou a fim de mim. Pediu meu telefone, me ligou e me chamou pra sair. Mas eu era burra e acabei dispensando o cara totalmente sem querer, e depois não soube como consertar a situação. Conclusão: ele arrumou uma outra namorada lá mas continuou olhando pra mim até que desapareceu completamente e eu segui me lamentando da minha falta de sorte. Daí eu me mudei, segui meu rumo, e continuei me lamentando. Até um dia desses quando, no trabalho, dei de cara com o bofe.


A escola em que trabalho entrou em obra porque agora o Governo do Estado está instalando ar-condicionado nas salas. Pelo o que eu entendi, tem uma empresa terceirizada cuidando disso, e o tal bofe trabalha nessa empresa. Foi aí que veio a epifania: ele é pião. Écati. Eu estava indo embora com um colega meu e dei de cara com ele, mas não reconheci logo. Aí ainda pensei, falei com ele... e lembrei. Mas como o colega tava junto e a gente tava com pressa, deixei pra lá. Nem sei se ele lembrou de mim, e também não quis saber. Fui embora e pronto. Depois nem encontrei mais.


O fato é que ele não evoluiu. Imagina se eu tivesse ficado com ele e o relacionamento vingasse. Onde será que eu estaria enterrada agora? E todos os meus anos de graduação? Eu hein, dei graças a todos os deuses do Olimpo pela falta de sorte que, na verdade, foi a melhor coisa que poderia ter acontecido. Depois disso comecei a pensar em todas as outras situações e me dei conta de que todas as minhas desilusões foram bem-vindas. Por três motivos: um é que todos os caras que eu perdi na vida não evoluíram, continuam enterrados em suas vidinhas medíocres, enquanto eu mudei bastante e segui em frente, enquanto poderia ter tido o mesmo fim. O outro é que tive um bom crescimento pessoal, o que não me matou me fortaleceu. E o último é o que eu sempre digo: é muito bom crescer sozinha, porque você sabe que o mérito é só seu, e isso é infinitamente mais gratificante do que precisar sempre de alguém pra de empurrar. Fiz até uma lista dos fracassados:


Meu primeiro namorado está até hoje enfiado na casa dos pais. Era militar, mas da última vez que eu tive notícias ele estava para pedir baixa porque é um fracassado que não consegue terminar nada na vida e não se adaptou à carreira com a qual ele havia sonhado tanto. Já começou umas três faculdades e não terminou nenhuma, enquanto eu já tenho até orientadora pro mestrado. Vai acabar igual ao pai dele, sustentado pela mulher.

Meu segundo namorado é outro fracassado que só sabe reclamar da vida e se lamentar porque me perdeu. É uma criatura depressiva que não consegue se ajudar e nunca conquistou nada na vida. Mora no mesmo lugar desde que nasceu, não construiu uma carreira e, como passou a vida agindo como um perfeito canalha, agora colhe os frutos.

Meu terceiro namorado também é outro chato e, apesar de ser o mais evoluído, só sabe reclamar da vida, se lamentar e não consegue ver o lado bom de nada. Nunca vai conseguir ser feliz no amor, a menos que encontre alguém tão chata quanto ele. E mesmo assim os filhos correrão grande risco de Chatice Crônica, doença grave que faz com que a criança não tenha amigos e que ninguém goste dela. Agora ele está namorando uma amiga dele de anos, só que antes ele falava mal dela porque ela era obesa, piranha e bêbada. Agora estão lá juntinhos. Vai entender...

Agora os peguetes e demais desilusões: um é um idiota mal resolvido que se apaixona a toa, já ficou noivo uma porrada de vezes mas não dá certo com ninguém. Tem baixa auto-estima e problemas de rejeição familiar, o que acaba resultando em uma necessidade absurda de parecer legal. Também está até hoje enterrado na Zona Rural e frequenta a igreja todo domingo.

O outro já era cheios de problemas em casa e casou com uma menina mais nova que eu, também cheia de problemas em casa, dos quais muito provavelmente estava doida pra se livrar. Da última vez que tive notícias soube que eles brigavam muito, mas como a Bíblia condena o divórcio, continuam casados. Fora isso, continuam enterrados na Zona Rural e frequentam a mesma rodinha de amigos de sempre, os mesmos lugares de sempre e a mesma igreja de sempre. O cara tem o mesmo emprego de sempre, em uma empresa privada, que pode demiti-lo a qualquer momento, mas ele é muito sem ambição pra tentar algo mais sólido.

O outro é um policial que eu nem sei que fim levou. Da última vez que tive notícias ele estava morando na Barra da Tijuca com a namorada que eu nem sabia que ele tinha, mas que, segundo ele, o relacionamento estava bastante desgastado. Como ele é choco e não gosta de ficar sozinho porque não deve achar sua própria companhia muito agradável, está morando com ela e se não tomar cuidado vai morrer em mais uma pensão pra pagar no futuro. Problema dele, odeio gente emocionalmente dependente. Essa parada de abrir mão da minha vida em prol da vida dos outros não é pra mim. E como eu já disse os homens têm por hábito jogar tudo pra cima da gente. As mulheres que caem nessa se perdem pelo meio do caminho e ficam sem vida própria. Isso sem contar que, se ele traiu a tal namorada comigo, muito provavelmente me trairia com qualquer uma que aparecesse no caminho. Próximo!

O outro foi um estudante de direito metido a importante. Só que ele mora na favela, estuda na pior faculdade da cidade e pensa que é bonito. Nem preciso dizer o resto, né.

E por último temos o idiota da feira. Ele continua lá na pqp, sozinho, sem vida social e vai continuar assim pra sempre, porque ele é tão sem noção e tão vazio – profundidade de um pires – que se alguém ficar com ele será meramente por interesse na estabilidade financeira. Como eu sou boa demais, criativa demais e preciso da agitação da cidade grande, dou graças aos deuses do Olimpo pelo fora da feira. Além disso, a estabilidade financeira dele não é suficiente pra mim. Sou boa demais pra isso também, mereço coisa melhor.

Depois de fazer a lista percebi que nada é por acaso. Se existir algum tipo de Força superior no Universo, foi essa Força que me livrou de todas essas furadas e, pela fé do café, tem um bofe à altura esperando por mim em algum lugar. Só que agora eu tô com preguiça de procurar, então vou esperar que ele me encontre ou então que a tal Força o jogue no meu colo. Por hoje é só. Beijos e até a próxima.


sábado, 13 de junho de 2009

Dia dos Namorados


Grande merda!
Ontem foi Dia dos Namorados, e daí? Foda-se, não tenho nada com isso, não tenho namorado e só passei duas vezes esse dia acompanhada e nem foi bom. Não foi bom porque o namorado era um chato e porque eu era namorada dele mas ele não era meu namorado. Então foi uma merda, só pra me fazer gastar dinheiro com presente caro e ganhar porcaria.
Enfim... Odeio essas datas comemorativas inventadas pelo comércio. Já falei aqui o que penso sobre o Dia dos Pais, já boicotei o Dia das Mães e o próximo será o Natal. Até meu aniversário já entrou pra lista dos futuros boicotes. E o aniversário dos outros também. Pronto!
Ok, estou parecendo uma mal amada aqui reclamando, então deixa eu explicar logo antes que a coisa fique feia pro meu lado e eu passe de super-bem-humorada a super-mal-amada. O problema é que, como eu não tenho o hábito de passar esse dia acompanhada (kkkkkkkkk......), não estou acostumada a lembrar que isso existe. Mas sempre tem um Zé-Sem-Noção pra me lembrar e pior: me desejar “Feliz Dia dos Namorados” via Orkut, só pra ressaltar beeeem que eu não tenho uma droga de um namorado, que os homens do mundo estão acabando e que muito provavelmente eu vou morrer solteirona; e só não vou ficar pra titia porque não tenho irmãos – graças aos deuses do Olimpo que tiveram piedade de mim.
Será que alguém sabe me dizer o que leva uma pessoa a deixar um recado desses no Orkut da outra assim, sem mais nem menos? Eu hein! Isso é pra quem namora, né. Dã! Porra, se a pessoa não tá me namorando, por que diabos tem de ir lá no meu Orkut deixar essas merdas? Aff!!!
Espero que depois desse post ninguém, nunca mais, toque no assunto comigo. Não sei qual é a graça, francamente. A maioria dos casais passa o ano todo caindo na porrada e depois trocam presentinhos e juras de amor no único dia do ano reservado pra isso. Dia esse que o comércio reservou, não podemos esquecer. E mesmo assim, se você resolve sair de casa num dia desses, como eu resolvi sair hoje, que é sábado pós Dia dos Namorados, dia em que muitos casais que não puderam se ver ontem por causa de trabalho, etc. resolveram “comemorar”, pode reparar na cara amarrada de oitenta por cento deles e muitos arrastando crianças pelo braço. Realmente, muito romântico. ¬¬
Falando sério, quem se ama de verdade e é feliz junto de verdade não precisa dessa palhaçada. Eu não quero um romance fake assim, quero um romance que seja especial todos os dias e que não precise de artifícios comercias pra dar uma apimentada. E outra coisa: vamos respeitar o espaço de quem está sozinho, né? Porque não tem nada mais inapropriado do que ter piedade dos solteiros e sair por aí desejando feliz dia disso, feliz dia daquilo... Isso quando não fazem pior, porque eu já vi amigas se presentearem entre si pra suprir a falta do namorado. Eu hein... Como se fosse o fim do mundo não ter namorado. Como se fosse o fim do mundo ser livre pra fazer o que se quer fazer no fim de semana, pra passar o dia de pijama na cama com o gato ou pra usar aquele blusão meio rasgado super confortável que faz parte da sua gaveta há uns dez anos. Coisas que só uma pessoa solteira pode se dar ao luxo. E dormir sozinho é o máximo, ter a cama só pra você, soltar pum debaixo do cobertor sem se preocupar com a presença do outro que só dorme com a TV ligada enquanto você precisa de escuro e silêncio absoluto. Vamos deixar de palhaçada e aproveitar a solteirice. Afinal de contas, tudo na vida tem um lado positivo e essa é a nossa fatia do bolo. Então vamos saboreá-la antes que acabe, porque depois será tarde pra chorar o leite derramado.