... na beira da estrada, tá bichada ou tem marimbondo no pé!!!

domingo, 28 de setembro de 2008

Notinhas

Oi, gente! Hoje fui ao CCBB ver a exposição da Clarice Lispector e passei o dia fora, por isso não deu tempo de postar nada. Desculpem. Se bem que até a falta de assunto é motivo para um texto, então deixa eu contar meu dia. Saí com minha prima e fomos ver essa exposição, ela dirigindo na chuva porque hoje era o último dia. Deixa estar que prorrogaram até dia 05 de outubro (que ela não descubra... rsrsrs), se não me engano, então ainda dá tempo de vocês irem até lá. E vale a pena, pois está muito boa. Tem até documentos originais, cartas, manuscritos... e na última sala tem todas as obras dela dispostas para leitura. Tem até um vídeo com a última entrevista que ela deu antes de morrer. Bem legal mesmo. Depois fomos tomar um chá naquela casa de chá que tem lá e na volta ainda passamos na Livraria da Travessa. Comprei um livro sobre o cinema erótico e não vejo a hora de começar a ler. A-do-rooo!!! O livro tem várias fotos interessantíssimas e conta desde a origem do cinema erótico. Estourei o cartão de crédito (parcelei em três vezes... pobre é uma merda!) mas valeu a pena.

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Bafinho da semana
Lembram do bofe do Amazonas, o babaca da feira? Pois é. Essa semana eu estava andando aqui no bairro e ele passou por mim na rua. Eu nem sabia que ele estava aqui no Rio, mas depois lembrei que ele tinha dito que viria de férias em setembro. O caso é que, quando eu o vi, tratei de fazer aquele olhar “ad infinitum” e fingi que não vi. Só que ele me viu – essa parte eu acompanhei do cantinho do olho, bendita visão periférica! Eu só não sabia se o meu pseudo olhar tinha colado, mas que se dane. Ainda bem que eu estava bem arrumada, em cima do salto e bem maquiada. Sim, porque agora eu só saio de casa com uma generosa camada de corretivo e pó-de-arroz no rosto, nem que seja para comprar pão na padaria. Se eu estivesse mondronga iria ficar muito puta por encontrá-lo, mas eu estava arrasando no queijo, no salto alto do glamour. Sei dizer que eu tanto consegui o efeito que queria que, no dia seguinte, o dito cujo veio tirar satisfações comigo por msn. Falou que me viu na rua mas eu não falei com ele. Disse que pensou que eu não falei porque não quis. Aí eu fiz a linha, é claro. Disse que não vi e tal. Deixa ele pensar. Homem que tem corpão a gente deixa na geladeira, nunca se sabe quando vai precisar. Aquela cara de “vem cá minha nega” merece permanecer na lista.

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Ontem eu estava atravessando a passarela da estação de Madureira e advinhem só quem estava lá? O Convertei-vos, aquele cara que vive lá na passarela de Campo Grande dizendo q se você não se converter vai para o inferno. O cara tem até comunidade no Orkut que eu já vi. Vejam só, a pessoa saiu lá da puta que o pariu pra pregar em Madureira! E o texto continua o mesmo. Acho que essa pregação toda só serviu para fazer lavagem cerebral nele mesmo, mas deixa pra lá. Depois eu comentei isso com minha prima Maluca e ela disse que já o viu pregando na Avenida Rio Branco. Vai ver Campo Grande em peso já decorou o repertório dele que, por isso, resolveu variar o público. Sem comentários! Por hoje é só, beijos e até domingo que vem se tudo der certo (assim espero).

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P.S.: Estava pensando em uma forma mais fácil de divulgar os posts e me ocorreu a seguinte idéia: os interessados podem mandar um e-mail para o blog (lara_madura@yahoo.com.br) que eu vou fazer uma caixinha. Assim quando tiver post novo eu mando um e-mail coletivo. Esse negócio de passar no Orkut de todo mundo está me cansando (embora vocês saibam que a freqüência é dominical).

sábado, 20 de setembro de 2008

As novidades da vida moderna

Oi, gente! Primeiro deixa eu me desculpar pela não-publicação do post da semana passada. O que aconteceu foi que eu estava ocupada demais farreando horrores e não deu tempo de publicar nada... Saí no sábado e só voltei no domingo, mas já era tarde e eu estava cansada e com o sono atrasado, então não entrei na internet. Como dessa vez não rolou nem uma notinha explicativa, teve gente brigando comigo e tudo, acreditam? Pois é, as pessoas clamam pelo meu veneninho semanal. Mas nem achei ruim com a pessoa que reclamou não, pelo contrário, atá gostei. Foi uma massagem no ego. Se quando sentem falta de mim já é bom, quando sentem falta do que eu faço é melhor ainda... hehehe... A-do-reeeiii!!! Continuem reclamando quando não houver post, estou pedindo... por favoooorrrr!!!!!!! Podem até mandar e-mail para o blog (tem um endereço de e-mail aí, caso não tenham percebido...).
Bem, hoje é sábado mas já estou adiantando a publicação porque esse fim de semana também está prometendo. Vai rolar uma feira literária lá na PUC e eu vou, é claro. Hoje e amanhã, então não sei quando estarei de volta ao lar. Pelo menos dessa vez é uma farra intelectual, vai alimentar meu cérebro de boa arte e bons escritores. E só para dar uma incrementada, um chopinho mais tarde que eu não sou de ferro.
Mas vamos mudar de assunto senão o texto de hoje não sai. Dessa vez o óssio contemplativo – do qual todo criador necessita – deu espaço à reflexão sobre as coisas bizarras que acontecem hoje em dia. E se eu, que sou a pessoa mais esquisita que conheço, estou percebendo isso, então é porque deve ser fato mesmo. Vai ver é essa tal de hipermodernidade, tão falada pelos psicólogos. A lista de coisas bizarras vem encabeçada pelas loucuras de certos donos de animais. Eu tenho uma amiga que tem uma cachorrinha e vai se mudar para uma outra cidade, mas por algum motivo do qual não me lembro, não vai poder levá-la. Aí decidiram o seguinte: a prima dela vai ficar com a cachorra durante a semana, e a mãe dela vai ficar nos fins de semana. Vê se pode: guarda compartilhada de cachorro. Era só o que me faltava. Minha tia tinha uma cachorra que comia queijo branco, frutas e tomava iogurte de morango no café da manhã. Um monte de gente por aí passando fome e a cachorra tomando iogurte... Tenho uma conhecida que canta todos os dias de manhã para a cachorrinha dela. Ela e o marido: os dois acordam e nem olham um na cara do outro, vão direto dar bom dia para a cachorra e cantar as músicas dela (sim, ela tem uma trilha sonora só dela). A namorada de um amigo meu não viaja mais por causa de um gato mutante que apareceu lá na casa dela. O gato é todo estranho, tem uma bola de carne na ponta do rabo e uns oito dedos por pata. Aí toda noite o gato sai para passear e ela fica acordada esperando ele voltar, porque se não tiver ninguém para abrir a porta o gato some uns dois dias. Ele se recusa e esperar no quintal e faz pirraça. Do jeito que a coisa vai, até a escala de evolução dos espíritos vai mudar, a gente vai passar a evoluir de ser humano para cachorrinho de madame. Eu mesma, na próxima encarnação, quero ser uma dessas cachorrinhas, elas comem do bom e do melhor, não têm trabalho com nada, passeiam todos os dias, não se preocupam nem com o próprio banho e pelo visto são muito amadas. Tem até escova pra cachorro, manicure pra cachorro, balaiage em pêlo de cachorro...
Outra coisa bizarra da qual a mídia não pára de falar é a virgindade da Angela Bismarchi. Sem noção é pouco! Vê se pode: a mulher já deu que nem chuchu na serra e agora quer voltar a ser virgem! Disse outro dia desses na TV que na primeira vez que perdeu a virgindade não foi por amor... kkkkkkkkkkkkkkk........... E quantas vezes se perde a virgindade numa vida? Pelo visto isso pode acontecer quantas vezes você quiser. Será que ela não sabe que virgindade é pureza? Um pedaço de pele a mais ou a menos não faz a menor diferença. Tá, tudo bem, ela quer se promover à custa disso (sim, é à custa, no singular mesmo... vai ler uma gramática e não enche!), mas tem gente por aí que não é celebridade nem nada e tá caíndo na mesma esparrela. Tem uma pessoa na minha família que pensa que é virgem também. Vai casar virgem e tudo, mas o vestido vai ser branco só na frente, atrás vai ser colorido... entenderam? Vê se pode! E essa pessoa fica pousando de santinha... só se for do pau-oco. E vamos combinar? Nem se pode dizer que a Angela Bismarchi é celebridade! Fala sério! Ela não tem talento, não é bonita e nem é inteligente... só fez milhares de plásticas e pensa que é musa do carnaval. Agora está usando essa parada mega ridícula para aparecer. PLA pra ela, que precisa disso pra fazer sucesso.
Aí vocês vão me dizer: ah, mas isso sempre aconteceu... Sim, pode ser, mas parece que agora essas coisas estão gritando na nossa cara. A impressão que eu tenho é que está tudo mudando cada vez mais rápido, e antes não era assim. Será que só eu que acho isso? Por favor deixem suas opiniões por comentário, vou gostar de saber o que vocês pensam sobre o assunto. O mundo está muito estranho. Às vezes me pego em uma maluquice dessas. Antigamente pagava uma fortuna de conta de telefone, agora nem uso mais. Até mandei cancelar uma das linhas da minha casa, pois só me comunico pela internet. Se passar duas semanas sem entrar no msn e no Orkut não falo com ninguém. E eu não sou a única. Dá pra viver sem a geladeira, mas sem a internet... impossível. E por aí vai. Acho que depois de escrever esse texto vou pensar melhor sobre a minha relação com o mundo. Os valores e as prioridades estão de cabeça para baixo. A modernidade trouxe até uma coleção de doenças novas que antigamente nem se ouvia falar. TPM, síndrome do pânico, estresse, etc. Hoje em dia as pessoas se trancam dentro de casa porque têm pânico. Será que antes o pânico não existia, ou será que as pessoas enfrentavam melhor esse tipo de situação porque não tinha um laudo do psiquiatra para dar respaldo a uma licença no trabalho? Se a gente não tomar cuidado vai acabar deixando a vida de lado por conta dessas novidadezinhas que borbulham cada vez mais. Também não vou terminar este texto pedindo que vocês pensem sobre o assunto pois, além de ser piegas, se eu acho que alguma coisa precisa mudar, devo começar por mim. Então eu prometo pensar sobre o assunto. Vou encerrar por aqui, pois ainda vou fazer minhas unhas antes de sair. Nunca se sabe... vai que o amor da minha vida está no meio do caminho. Não posso sair sem fazer as unhas e a sobrancelha. Beijos para todos e até domingo que vem se as baladas permitirem, é claro.

P.S.: Esse post é em homenagem a uma prima minha que é muito mais esquisita do que eu. Pois é, eu não sou a pessoa mais esquisita que conheço, como disse acima, tem gente por aí muito pior. Não preciso dizer o nome dela, pois como vocês já perceberam eu não cito nomes no blog, exceto o de celebridades que merecem, pois essas já estão acostumadas com o malho da mídia. Não exponho pessoas comuns ao ridículo abertamente. Essa prima é muito querida e com certeza vai se reconhecer quando ler esta dedicatória.

domingo, 7 de setembro de 2008

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Oi, gente. Hoje estou sem inspiração. Tive uma semana muito corrida e cansativa, com milhares de coisas para resolver. Me desculpem, mas vou ficar devendo o post de hoje. E me desculpem por começar a oração com pronome átono, ainda mais que o verbo está no imperativo. Ah, que se dane o pronome átono, fica muito estranho dizer "desculpem-me". Não estou acostumada com essa construção, e vocês também não, aposto. Bem, o caso é que eu tentei, tentei, mas não saiu nada que prestasse para ser publicado hoje, então vou ficar devendo. Esse é o lado bom do blog: sou senhora absoluta de tudo, publico se quiser. Mando e desmando. Pronto. Beijos e até semana que vem.

domingo, 31 de agosto de 2008

Sorte no jogo...

Azar no amor. É, gente, já me conformei. Não nasci para ser feliz no amor e ponto final. Quando penso que as coisas estão melhorando... puf! Algo acontece e transforma o meu cosmos em um terrível caos de decepção. Essa semana levei três bolos: um no domingo, um na quarta e outro na sexta. O carinha do domingo disse que ia ligar e não ligou. Problema, eu não gosto dele e foi até bom que não atrapalhou meu soninho depois do almoço. Além do mais já dei o troco nele ontem à noite, mas depois eu conto essa história. Já o carinha dos outros dias... esse me deixou chateada. Além do mais, meteu a maior desculpa esfarrapada, disse que não poderia me ver porque o tempo estava nublado e moto não combina com chuva. Detalhe: aqui em casa estava o maior sol, só na casa dele foi que o tempo nublou. Além do mais, se estivesse chovendo de verdade nem eu iria querer sair de moto, mas uma nuvenzinha no céu não deveria ser motivo. Já sei, o cara não está a fim de mim. Pronto. Fazer o quê? O jeito é aprender a conviver com isso, o fracasso amoroso. Já estou chegando ao ponto de comparar, tantos são os exemplos. Nesse caso fiquei pensando no outro da feira. Coloquei na balança e cheguei à conclusão de que o “senhor não posso te ver hoje porque tenho de ir à feira” ganha de todas as desculpas esfarrapadas que já ouvi. E se eu viver cem anos não ouvirei coisa pior, tenho certeza. Só não entendo porque esses homens dizem que estão com saudades. Por favor, se tiver algum homem lendo isso deixe um comentário com a resposta, pois preciso entender. Porra, se não quer me ver, se não está a fim de mim, não me procure, não diga que está com saudades e não marque comigo. Simples assim.
Este ano, no dia dos namorados, um amigo me deu felicitações pelo Orkut. Foi aí que me dei conta de que já estou sozinha há um bom tempo e decidi trocar essa vida de farras por uma coisa estável, afinal de contas receber “feliz dia dos namorados” de um amigo que não está a fim de mim e nem eu dele foi no mínimo constrangedor. Mas pensando bem, pior mesmo foi quando eu ganhei um presente de dia dos namorados de um amigo gay. Eu nunca tinha recebido um presente de dia dos namorados na vida, aí do nada chegou esse amigo com uma sacola rosa toda cheia de fru-fru e disse:
- Vê se você gosta.
Abri e era um perfume delicioso:
- Hum... que delícia! É pra quem?
- Pra você.
- Pra mim? Obrigada! Mas porquê...? Nem é meu aniversário...
- Ah, você tem namorado?
- Não...
- Então, presente de dia dos namorados... Você é tão legal comigo, me ajuda tanto... quis te dar um presente...
Agradeci o presente que por sinal eu adorei, mas na verdade eu não sabia se ficava feliz ou deprimida com a situação.
O fato é que “coisas estáveis” não nascem em árvores e arranjar um namorado de verdade nos dias de hoje está pela hora da morte. Aí as pessoas ainda me cobram, como se dependesse só de mim. “Ah, você precisa se apaixonar... blá, blá, blá...” Cara, ainda bem que eu não saio me apaixonando por cada boca que beijo, senão estaria frita e mal paga. Já aprendi a lidar com o fracasso amoroso, pronto. O importante é que todo o resto vai bem, então que se dane o amor. Já que eu nunca vou encontrar a metade da laranja, vou me divertindo com as outras metades, a do limão, a da tangerina, a do abacate e por aí vai. Faço logo uma salada de frutas com bastante groselha em cima.
Essa semana estive pensando nessa parada de “sorte no amor e azar no jogo" e descobri que faz todo o sentido. De fato sempre fui muito mais bem sucedida em todo o resto que não é o amor. Já passei por poucas e boas e provei ter um poder de superação incrível, minha vida não parou nem por um minuto. Fico vendo o que tem por aí, a quantidade de pessoas que, ao primeiro sinal de problemas, já desiste de tudo, deixa as coisas de lado... nunca fiz isso, ainda bem, apesar de já ter comido o pão que o diabo amassou com o rabo. Isso já prova como sou bem sucedida. Neste momento da minha vida não tem sido diferente. Estou desenvolvendo projetos muito importantes, está tudo dando certo, então acho difícil que encontre o amor. Para isso acontecer teria de fracassar em todo o resto e, sinceramente, não tô a fim. Deixa como está, é melhor assim. Além do mais, estive analisando e cheguei à conclusão de que as minhas melhores fases acadêmicas se deram quando eu estava solteira. Então viva a solteirice e que venham os peguetes descartáveis! É só inverter a ordem das prioridades e pronto, problema resolvido. E também já encontrei o homem da minha vida, ele é um amor, super companheiro, atencioso, me escuta, se preocupa comigo, tem bom gosto, é ótima companhia, só que ele é gay (não, não é o do perfume). E daí? É só complementar com os peguetes. Metade de um com metade de outro... tcharam! Um homem perfeito. Prontinho!Agora antes de ir, deixa eu contar a história do bofe que levou o troco ontem, só pra vocês não se roerem de curiosidade. Lembram do tranqueira que pensou que eu fosse pagar o cinema pra ele? Pois é. Já tinha até esquecido que ele existia, mas ele entrou no msn domingo passado e me chamou pra sair. Deixa eu reproduzir o diálogo pra ficar melhor:
Ele: Vamos marcar alguma coisa...
Eu: Vamos sim, quando?
Ele: Hoje. Pode deixar que eu pago, tá?
Eu: É claro que paga.
Ele: Então daqui a pouco eu te ligo.
Eu: Ok, vou dormir um pouquinho que eu acabei de almoçar mas pode me acordar.
Ele não ligou e eu acordei depois que já tinha anoitecido. Aí ontem eu estava aqui em casa deitada na cama vendo a novela das sete e o telefone tocou. Era ele de um número que eu não conhecia, porque se aparecesse o nome dele no meu display é claro que nem atenderia. Aí foi assim:
Ele: Oi, é o Fulano.
Eu: Oi, Fulano, tudo bem?
Ele: Seu telefone de casa está ocupado? (Olha só que abuso!)
Eu: Sim, eu estou na internet.
Ele: Vai fazer o que hoje?
Eu: Nada, está frio e chovendo. Não estou a fim de sair.
Ele: Tá me dando o fora? (Imagina!)
Eu: Nãããooo... Só estou dizendo que estou em casa porque está frio e chovendo.
Ele: Vamos sair. Chama umas amigas suas... estou com uns amigos aqui querendo sair...
Eu: Não, não... eu não tenho amigas por aqui não... moro aqui há pouco tempo. Minhas amigas moram longe.
Ele: Que pouco tempo? Te conheço há três meses... (Afe! O que é que ele tem com isso?)
Eu: Sim, mas eu não faço amizade com vizinho, sou anti-social.
Ele: Então valeu... depois eu te ligo...
Eu: Ok. Tchauzinho.
Essa foi pior do que ter compromisso. Tipo: não vou porque não estou a fim mesmo, prefiro ficar em casa... Gostaram, né. PLA pra esse babaca. Beijos e até a próxima.

domingo, 24 de agosto de 2008

Arrasa na hipocrisia...

Ontem foi aniversário de uma tia minha e rolou uma festinha. Na verdade nem sei se o niver dela foi ontem mesmo, só sei que a festa foi ontem e eu estava lá. Aí, sabe como é, né... tem sempre um babaca pra falar uma merda qualquer e te irritar. Fico impressionada com a cara-de-pau de algumas pessoas, e não falo das pessoas que dizem o que pensam não, falo é dos hipócritas mesmo. Na verdade gosto de gente que fala o que pensa, me sinto melhor do lado de gente assim do que do lado de gente que se esconde e depois faz fofoquinha por trás. Aí quando você vê, já virou assunto da língua venenosa dos outros e nem sabe. Ou pior: todo mundo te odeia e não fala, aí você fica crente, crente que está por cima da carne-seca e não está. Vira motivo de chacota sem perceber. Odeio isso. Prefiro que chegue logo na minha cara e diga: “não gosto de você, sai daqui”. Pronto, simples como a água. E nem fico com raiva, não gosta, não gosta. Paciência. Ontem na festa um tio meu veio com um papo-caô pra cima da gente. Na verdade, ele é o rei do papo-caô. Adora pagar do que não é e está sempre se fazendo de foda. Gosto dele, mas que o cara é um fazido, ah isso é. O caso é que na família, um quer a caveira do outro. Eu mesma não falo com mais da metade e tem gente que, se vir na rua, nem reconheço. Se reconhecer finjo que não vi. Aí me vem esse tio e diz um monte de coisas sobre a importância que a família tem pra ele e blá, blá, blá... Que a família é a coisa mais importante pra ele e tal. Até parece. O cara fica falando da importância de pai e mãe e me critica porque eu não me dou com a minha mãe (todo mundo sabe disso), só que eu não vejo a prática desse discurso no dia-a-dia dele. E pior: ele tem uma filha e um neto e não está nem aí pra nenhum dos dois. A garota cresceu sem a presença tãããão importante do pai e sentia falta disso que eu lembro. Éramos crianças e ela falava disso, que não tinha pai, que ele não ligava pra ela. E ainda tem mais: ele era casado com uma mulher que tinha uma filha, dava de tudo pra filha da mulher, a garota dizia por aí que ele era pai dela e, para filha dele mesmo, ele cagava e andava. E agora vem com essa de “importância da família”? Ah, vai à merda! Se eu fosse filha dele processaria por abandono. Aí ontem na festa ele veio com esse texto pra cima de mim. Mandei logo um “foda-se” muito bem mandado e disse que ele não tinha o direito de me julgar, pois não está na minha pele e não sabe da minha vida. Pronto, belo cala-a-boca. Tem gente que não se manca. A pessoa tá na merda, não consegue nem cuidar da própria vida, mas quer se meter na vida dos outros. Vê se pode: o cara não tá nem aí pra a filha e pro neto e quer se meter nas relações de parentesco dos outros. As pessoas têm é que olhar para o próprio rabo primeiro, isso sim. É muito fácil falar quando se está de fora, quero ver sentir na pele. Tá cheio de gente assim por aí. É gente fodida querendo mandar na boa vida alheia, é gente mal-amada querendo mandar no coração dos outros, é gente com fé que vive na merda mas se acha no direito de falar de quem não acredita em nada mas está super bem assim, é gente desempregada querendo dar palpite na carreira de quem tem uma carreira. Pelo menos eu tenho, e você que pra ser pobre ainda tem que melhorar muito? Ah, eu hein! Tô de saco cheio disso. Tem muita gente invejosa por aí, foi por isso que decidi não abrir minha vida pra mais ninguém. Não quero me aborrecer e muito menos quero que o olho-gordo de certas pessoas seque minha pimenteira. Em vez de sugar os outros, essas pessoas deveriam canalizar essa energia para um outro lado e melhorar a própria vida, assim não teriam motivo para inveja e todo mundo seria feliz. Bem, é isso. Beijos e até a próxima.