... na beira da estrada, tá bichada ou tem marimbondo no pé!!!

sábado, 13 de junho de 2009

Dia dos Namorados


Grande merda!
Ontem foi Dia dos Namorados, e daí? Foda-se, não tenho nada com isso, não tenho namorado e só passei duas vezes esse dia acompanhada e nem foi bom. Não foi bom porque o namorado era um chato e porque eu era namorada dele mas ele não era meu namorado. Então foi uma merda, só pra me fazer gastar dinheiro com presente caro e ganhar porcaria.
Enfim... Odeio essas datas comemorativas inventadas pelo comércio. Já falei aqui o que penso sobre o Dia dos Pais, já boicotei o Dia das Mães e o próximo será o Natal. Até meu aniversário já entrou pra lista dos futuros boicotes. E o aniversário dos outros também. Pronto!
Ok, estou parecendo uma mal amada aqui reclamando, então deixa eu explicar logo antes que a coisa fique feia pro meu lado e eu passe de super-bem-humorada a super-mal-amada. O problema é que, como eu não tenho o hábito de passar esse dia acompanhada (kkkkkkkkk......), não estou acostumada a lembrar que isso existe. Mas sempre tem um Zé-Sem-Noção pra me lembrar e pior: me desejar “Feliz Dia dos Namorados” via Orkut, só pra ressaltar beeeem que eu não tenho uma droga de um namorado, que os homens do mundo estão acabando e que muito provavelmente eu vou morrer solteirona; e só não vou ficar pra titia porque não tenho irmãos – graças aos deuses do Olimpo que tiveram piedade de mim.
Será que alguém sabe me dizer o que leva uma pessoa a deixar um recado desses no Orkut da outra assim, sem mais nem menos? Eu hein! Isso é pra quem namora, né. Dã! Porra, se a pessoa não tá me namorando, por que diabos tem de ir lá no meu Orkut deixar essas merdas? Aff!!!
Espero que depois desse post ninguém, nunca mais, toque no assunto comigo. Não sei qual é a graça, francamente. A maioria dos casais passa o ano todo caindo na porrada e depois trocam presentinhos e juras de amor no único dia do ano reservado pra isso. Dia esse que o comércio reservou, não podemos esquecer. E mesmo assim, se você resolve sair de casa num dia desses, como eu resolvi sair hoje, que é sábado pós Dia dos Namorados, dia em que muitos casais que não puderam se ver ontem por causa de trabalho, etc. resolveram “comemorar”, pode reparar na cara amarrada de oitenta por cento deles e muitos arrastando crianças pelo braço. Realmente, muito romântico. ¬¬
Falando sério, quem se ama de verdade e é feliz junto de verdade não precisa dessa palhaçada. Eu não quero um romance fake assim, quero um romance que seja especial todos os dias e que não precise de artifícios comercias pra dar uma apimentada. E outra coisa: vamos respeitar o espaço de quem está sozinho, né? Porque não tem nada mais inapropriado do que ter piedade dos solteiros e sair por aí desejando feliz dia disso, feliz dia daquilo... Isso quando não fazem pior, porque eu já vi amigas se presentearem entre si pra suprir a falta do namorado. Eu hein... Como se fosse o fim do mundo não ter namorado. Como se fosse o fim do mundo ser livre pra fazer o que se quer fazer no fim de semana, pra passar o dia de pijama na cama com o gato ou pra usar aquele blusão meio rasgado super confortável que faz parte da sua gaveta há uns dez anos. Coisas que só uma pessoa solteira pode se dar ao luxo. E dormir sozinho é o máximo, ter a cama só pra você, soltar pum debaixo do cobertor sem se preocupar com a presença do outro que só dorme com a TV ligada enquanto você precisa de escuro e silêncio absoluto. Vamos deixar de palhaçada e aproveitar a solteirice. Afinal de contas, tudo na vida tem um lado positivo e essa é a nossa fatia do bolo. Então vamos saboreá-la antes que acabe, porque depois será tarde pra chorar o leite derramado.

sábado, 6 de junho de 2009

Sem noção mandou lembranças...

Olááá!!! Estou inspirada. Adoro quando coisas bizarras acontecem porque ganho material criativo... rsrs...
Eu já andei falando aqui do Senhor Tranqueira, um bofe mega sem noção que me chamou pra sair mas não tinha dinheiro. E também contei que ele andou me ligando algumas vezes e eu sempre dando um jeito de mandá-lo pastar. Ele é tão sem noção, que meu telefone de casa mudou e ele ligou pro meu celular perguntando se o fixo tinha sido cortado. Um cara desses merece pastar, pelo amor... Já tinha um bom tempo que esse idiota não me ligava, mas esses dias ele resolveu me lembrar de sua existência. Me ligou depois de quase um ano. Eu não fazia ideia de quem estava falando e ele achando ruim porque eu não estava reconhecendo a voz dele... aff! Dei um jeito de mandá-lo à merda e fui ver a novela das oito. Eu hein! Não satisfeito ele me ligou hoje de novo, uma semana depois, reclamando que eu não tinha ligado pra ele e, novamente, achando que eu deveria reconhecer sua voz. Fala sério. Eu, de novo, mandei-o à pqp e fui comer alguma coisa (a novela já tinha acabado).
Nessa altura do campeonato, eu já me tornei uma mulher mais centrada... Ah, porra nenhuma. Eu tô é de saco cheio de quebrar a cara e me enfiei em uma redoma de auto-proteção. Tá muito bom pra mim. Mas aí vieram as reflexões e as tentativas de auto-compreensão. Numa dessas eu me peguei pensando em como os homens são imbecis. Eles nunca terminam com a gente, preferem morrer a fazer isso. E eu não acredito que seja porque não querem o conflito e tal. Eu acredito mesmo é que eles não são homens – leia-se machos – de verdade e não assumem suas atitudes. O objetivo é deixar a otária na geladeira pra usar qualquer hora, como num sábado à noite em que estejam em casa sem nada pra fazer, igualzinho esse babaca pensa que vai fazer comigo. Só que ele não sabe que, enquanto ele foi plantar o milho, eu já estava com a pipoca pronta; e também não sabe que eu sou mais macho do que ele. Eu assumo os meus atos, banco as minhas decisões, sei quando quero e quando não quero uma pessoa, e deixo isso claro. E para ficar mais claro ainda, se ele ligar de novo, vai ouvir com todas as letras que eu não quero, e além disso vai ouvir o motivo. Vou ensinar pra ele o que é ser homem.
O fato é que cada vez mais os homens usam o feminismo para jogar pra cima da gente toda a responsabilidade das relações, e como tem muitas mulheres por aí que ainda caem nessa, eles se aproveitam. E a gente deixa. Mas agora eu cansei, não deixo mais e pronto. Ainda mais agora que descobri as maravilhas do vibrador de coelhinho (vide post abaixo). Ninguém vai me deixar na geladeira, porque quando o idiota chegar pensando que tem chances, eu digo na careta de pau que eu não quero e que ele perdeu qualquer chance que poderia ter quando pensou que iria me deixar na geladeira. Se não estava a fim, fosse homem e dissesse isso. Pronto. No fim das contas esses caras são um bando de maricas, isso sim. Conheço muitas mulheres que são muito mais macho do que eles. E se algum homem ler isso e não gostar, que nem ouse deixar nos comentários. Já falei que eu sou a dona da casa, a Rainha da Cocada Preta. Se eu não gostar do comment, apago e pronto, acabou! Hunf!

domingo, 31 de maio de 2009

O homem-vibrador




Olá, gente! Estou de volta. Espero que não tenha enferrujado, depois de tanto tempo sem escrever nada... aff! As últimas semanas foram realmente muito complicadas, agora preciso me desprender um pouco dessas confusões. Só pra vocês terem uma ideia (sem acento), essa noite eu até sonhei com trabalho... eu hein! Mas deixa isso pra lá e vamos ao que interessa.
Desde que eu comecei com o blog as pessoas me dizem que isso aqui é muito Sex and the City, mas eu nunca tinha assistido à série nem ao filme. Então comecei a baixar os episódios, mas nunca dava tempo de assistir. Agora que fiquei órfã de Gossip Girl, Ugly Betty e Grey’s Anatomy, que pausaram e só deus sabe quando começarão novamente, eu resolvi me entregar ao novo vício e, adivinhem só, eu poderia ter escrito aquilo... kkkkkkkkk............ Sério, é muito a minha cara. Tô adorando, preciso tomar cuidado senão não produzo mais, só vejo Sex and the City. É a única série que eu seria capaz de rever todos os episódios vááárias vezes. Hoje eu estava aqui assistindo ao episódio nove da primeira temporada e cheguei a uma conclusão muito interessante. Mas deixa eu começar do começo senão ninguém vai entender lhufas.
Estou na minha fase solteira-feliz-da-vida – sim, isso existe e é perfeitamente possível – o que significa que eu cansei de me sentir vulnerável e resolvi ficar quieta no meu canto. Para fazer dar certo e não cair em tentação, eu trabalho muito e fico muito cansada, o que me faz querer ficar em casa sozinha sempre que possível recarregando as energias – sou pisciana e agarro na casa, minha casa é minha fonte de energia. Outra coisa que me ajuda a seguir em frente é o dinheiro que eu recebo no fim do mês, pagar as contas em dia é uma coisa muito estimulante. Então com uma equação muito simples (muito trabalho + dinheiro = cansaço e baixa libido) estou no caminho certo para me tornar uma “mulher de carreira” solteira, sem filhos e sem vida social. Que se dane, o dinheiro compensa. Então numa dessas de recarregar energias eu estava aninhada na minha cama com meu travesseiro high quality me entregando ao meu novo vício, quando apareceu esse diálogo do vibrador. As personagens estavam lá falando sobre relacionamentos e tal, e a Miranda começa a falar sobre a utilidade do homem. Vou reproduzi-lo:

Miranda: Qual é o problema? Daqui a 50 anos os homens serão obsoletos. Já não podemos falar com eles, já não são necessários para ter filhos e nem para fazer sexo, o que acabo de descobrir com prazer.
Samantha: Acho que alguém comprou seu primeiro vibrador.
Miranda: Não é o primeiro, é o melhor, e me apaixonei por ele.
Charlote: Por favor, parem! Isso é triste.
Carrie: Não vou trocar um homem por um aparelho à pilha.
Miranda: Você diz isso porque não conhece o “coelho”.
Samantha: Ah, se for comprar um vibrador, compre um chamado “cavalo”.
Charlote: Um vibrador não liga pra você no dia do seu aniversário. Um vibrador não te manda flores. Você não pode apresentá-lo para sua mãe.
Miranda: Bem, eu já sei de onde vem meu próximo orgasmo. Quem mais aqui pode afirmar isso?
E as outras ficam com cara de tacho.

Assistindo a esse diálogo esclarecedor e instrutivo eu cheguei a uma conclusão na minha vida: eu já namorei um vibrador. Sim, eu tive um namorado que era um vibrador, só não tinha a vantagem principal, ou seja, não dava pra usar na hora que quisesse, porque seres animados têm vontade própria. Então nesse caso, um vibrador rosinha com um coelhinho e controle remoto – igual ao que aparece na série – seria infinitamente mais vantajoso, porque o ser humano em questão sequer sabia o dia do meu aniversário, nunca quis conhecer minha família e nunca me mandou flores. E me namorou por mais de um ano. Poi zé. Também estou sem palavras. Pensando por esse caminho, percebi que um vibrador é infinitamente mais útil do que um homem desses. Porque está sempre disponível e pode ser até mais carinhoso. E melhor: você escolhe o tamanho, não tem de se contentar com pouco. E do jeito que a tecnologia está avançada, daqui a um tempo o vibrador vai conversar com você, enquanto os homens estão anos luz longe disso.
No fim das contas, enquanto escrevia este texto, fiz pesquisas sobre o mundo dos vibradores enquanto procurava a imagem do tal “Rabbit” (esse é o nome dele) para pôr aqui, e descobri coisas incríveis que me fizeram destinar parte do meu próximo pagamento para a compra de um brinquedinho assim. Afinal de contas, o dinheiro compra até amor sincero... hehehe..., e agora um vibrador super combinaria com meu atual estilo de vida. Tem até vibrador que vai no ritmo da música, é só conectar no mp4. E do jeito que os homens são um bando de fdp, é melhor mesmo aprendermos a viver sem eles, afinal de contas a canalhice é uma doença do cromossomo Y. Então é isso. Beijos e até a próxima.

sábado, 16 de maio de 2009

Here I am...


Oi, gente! Eu não morri! Também não fui abduzida por um óvino ou coisa parecida. Eu só desapareci temporariamente porque estou trabalhando muito e estudando e fazendo pesquisa, então está difícil arrumar tempo para novas postagens. Minha cabeça está fervilhando de idéias, mas não tenho tempo de sentar para digitá-las. É como dizia Nelson Rodrigues: não dá para amar e ser feliz ao mesmo tempo. Se eu tivesse tempo livre estaria reclamando de falta de dinheiro, mas como tô trabalhando a beça pra ter din din, estou reclamando de falta de tempo... ¬¬' Wathever... Mês que vem a coisa do tempo deve melhorar e eu volto para vocês. Beijos para todos e me perdoem.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Compras e chocolate


Oi, gente! Aqui um texto novo pra ninguém me dizer que o blog está entregue às moscas ou que a Laranja Madura está azeda. Estou há dias tentando escrever algo novo, mas toda vez que eu ligo o lap top o MSN me atrapalha. Mas hoje eu estou meio puta da vida e resolvi escrever um pouco pra distrair a cabeça. Além do mais preciso de um pretexto pra adiar um trabalho chato de latim que eu preciso mandar ainda hoje por e-mail para o professor da faculdade. Sei que hoje estou tão puta que nem compras me deixaram de bom humor. Até calcei um sapato novo que comprei, pra ver se melhora, mas não está resolvendo. E ainda por cima estou com remorso pelo dinheiro que gastei. Já até me afoguei no chocolate da Páscoa, mas nem chongas. Daqui a pouco vou abrir uma colomba pascal que está fechada – não sei porquê – pra ver se dá jeito. Não quero nem pensar na fatura do cartão de crédito que virá mês que vem. Ah, foda-se! Vou dar uma de Wilhelmina Slater, eu quero é viver bem.

Pois bem. Essa semana – que começou ontem – aconteceram coisas bizarras comigo. Eu atraio coisas bizarras. Ontem eu estava esperando o ônibus, aí do nada um cara que eu nunca vi mais gordo puxou assunto. Odeio isso. Eu nem dava idéia, mas nada de ele calar a boca. Aí ele disse qual ônibus iria pegar e, para meu azar, advinhem só: era o mesmo que eu. Pqp!!! Aí, papo furado vai, papo furado vem, ele falou que era testemunha de Jeová! Socorrooo!!! E eu atrasada, doida pra entrar no ônibus, mas aturar a chatice de uma criatura sem noção que, ainda por cima, queria pregar pra mim, não ia rolar nem que o mar se abrisse de novo. Aí, quando o ônibus chegou, eu falei assim: aí, seu ônibus chegou. Tchau! kkkkkkkkkkkkk................ Mega sem noção. Despachei o chato e me atrasei mais ainda. Dane-se.

Quando cheguei à faculdade ainda tive de explicar o atraso. Imagina a cena: ah, professor, me atrasei porque tinha um testemunha de Jeová no ponto do ônibus e eu fugi dele que nem a escova foge da chuva. Enfim. Tipo da coisa que só acontece comigo. Mas foi até bom, porque eu deveria levar um texto traduzido do latim para o português, que eu levei, mas traduzi via internet em um site que catei em uma comunidade do Orkut. Imagina só se eu chego cedo e ele me pergunta alguma coisa! Bendito chato-testemunha-de Jeová... hehehe... E ainda ganhei meu ponto porque fiz a tradução. Tava tudo errado, mas eu tentei... rsrs...

Aí hoje eu fui resolver uma coisa na rua, coisa essa que não deu em nada, e aí eu fiquei muito pê da vida, e resolvi afogar minhas mágoas no shopping. Tinha uma promoção de sapatos baphônica, comprei três pares: um cinza, um roxo e um cor de vinho bem escuro. Não satisfeita, entrei em uma loja que tinha uma blusinha muito fofa e comprei também. E quando já estava vindo embora dei de cara com uma bolsa muuuito maneira que precisava ser minha. Ela até me chamou: me leva, me levaaaa!!! Comprei a bolsa, mas mesmo assim não fiquei feliz. Pela primeira vez na vida não pude ser feliz em um shopping. Acho que estou doente, chama uma ambulância já porque isso não é normal!!!

Voltei para casa. Quando cheguei ao portão do condomínio tinha um carro parado, atravancando a passagem. Olhei de longe e reconheci: era o carro de uma pessoa da família, ou melhor, do lado podre da família, uma pessoa com quem eu não falo, que eu não quero ver nem pintada, mas que, por ironia do destino, mora no mesmo condomínio que eu. Puta merda! E o carro lá, parado, a pessoa ruim de roda não conseguia sair do lugar... aff!!! Sabem o que eu fiz? Passei bem do lado com minhas sacolas e ignorei solenemente. Nem sei se a pessoa me viu. Mas que se dane, quero nem saber. Agora vou torcer para que o resto da semana não tenha nenhum problema sem solução, nenhum testemunha de Jeová, nem Mórmon, nem crente, nem porra nenhuma pra me encher o saco. E que, pelo amor, não encontre nenhum parente cretino pelo meio do caminho. E por último e mais importante: se não for pedir muito, que me apareça um bofe bem gostoso porque eu estou muito precisada. Sério mesmo.